As equipes para as quais a gente constrói raramente são monolíngues. Um líder de almoxarifado que cresceu em Miami trabalha ao lado de um gerente comercial brasileiro e um comprador dominicano. Os três são excelentes no que fazem. Só um prefere trabalhar em inglês.
Isso não é exceção. Na distribuição atacadista dos EUA, cerca de um em cada quatro trabalhadores nasceu fora do país. Só no sul da Flórida, mais de 70% da população fala outro idioma em casa. A força de trabalho da distribuição reflete as comunidades que atende — multilíngue, multicultural, e completamente sem interesse em trocar para inglês porque o desenvolvedor da ferramenta nunca considerou outra possibilidade.
Tradução como infraestrutura Todo label, todo erro, todo toast no Quotery renderiza em en-US, pt-BR ou es-US. Não é 'traduzido quando sobrar tempo' — é traduzido antes do PR subir. A regra do CLAUDE.md é explícita: tradução parcial não é aceitável.
Isso não é feature flag que dá para desligar. Não é uma página de 'idiomas' nas configurações. É um compromisso estrutural: toda string de interface passa pelo pipeline i18n, toda superfície nova embarca em três locales simultaneamente, e o CI pipeline falha se um namespace tiver chaves faltando em qualquer locale. Atraso de tradução é tratado exatamente como teste quebrado — bloqueia.
O retorno é invisível quando funciona e catastrófico quando falha. Um almoxarife que vê um erro em português entende o que consertar. O mesmo trabalhador vendo uma mensagem de erro em inglês pula, chuta, e cria uma discrepância de estoque que custa horas para desembolar. Tradução não é gentileza — é controle de precisão.
Português informal O pt-BR do Quotery é informal, com 'você'. Nunca 'tu'. Cotação, entrega, devolução, almoxarifado, estoque — vocabulário que a equipe usa no dia a dia, não tradução literal.
Isso importa mais do que parece. Uma ferramenta localizada para português de Portugal soa estrangeira para um almoxarife brasileiro — não é incompreensível, mas não inspira confiança. Do mesmo jeito que uma interface britânica ('colour', 'centre', 'despatched') sinaliza 'não foi feito para você' para um americano, o português europeu sinaliza o mesmo para um falante brasileiro. Localização no nível do dialeto é o que separa software 'disponível em português' de software que foi realmente construído para as pessoas que vão usar.
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